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Sexta etapa do Rali Dakar é anulada

Disputa foi cancelada devido ao mau tempo

A sexta etapa do Rali Dakar, que aconteceria nesta sexta-feira, 6, entre as cidades de Fiambalá, na Argentina, e Copiapó, no Chile, foi anulada. A ASO (Amaury Sport Organisation), organizadora do evento, alegou falta de segurança devido ao clima na fronteira entre os dois países. A passagem pelo Paso San Francisco, a mais de 4700 metros de altura, está fechada por causa de uma nevasca.

"Seria a sétima vez que o Dakar se dispõe a passar pela Cordilheira dos Andes, e visto as condições difíceis, somando-se à degradação do percurso devido à chuva e a neve, para garantir a segurança dos competidores e seguidores do rali, os organizadores decidiram que todos os veículos seguirão em comboio", declarou a ASO por meio de um comunicado no site oficial do rali.

Por questão de segurança, o percurso, que teria 641 quilômetros com 247 deles em trecho cronometrado, será feito em comboio. Caso fosse realizada, esta etapa marcaria a entrada da competição no Deserto do Atacama, o lugar mais seco do planeta.

A sétima etapa, que será realizada neste sábado, 7, tem partida e chegada em Copiapó, com um percurso de 598 quilômetros, dos quais 444 cronometrados.

Na quinta etapa, realizada na última quinta-feira, 5, a equipe Mitsubishi Brasil, que compete na categoria carros, composta pela dupla Guiga Spinelli e Youssef Haddad, encerrou a sua participação no rali. No quilômetro 95, o carro deles parou de funcionar com problemas na bateria. A única solução para saírem da especial era recebendo ajuda externa. Depois de quase cinco horas parados, os brasileiros conseguiram voltar à disputa e terminaram a prova em 6h50m07s. Na chegada a Fimabalá, a equipe comunicou à organização da competição os acontecimentos durante a especial, pois sabia que era contra o regulamento receber este tipo de ajuda.

"É uma grande pena, pois o Dakar só tem uma vez por ano. Estávamos fazendo um bom rali, evoluindo em termos de performance, mas infelizmente não tivemos sorte. Agora é voltar para a casa e começar a se preparar para o ano que vem", disse o piloto Guiga Spinelli. "É um sentimento de frustação por toda a nossa dedicação e de toda a nossa equipe. Este ano, estávamos com um desempenho superior ao do ano passado e por isso é muito duro ter que sair da prova assim, por algo que não está dentro do nosso controle. Mas agora é seguir em frente, aprender com erros e aproveitar o que deu certo para o próximo Dakar", afirmou Youssef Haddad.

A dupla Jean Azevedo e Emerson Bina Cavassin, da equipe Petrobras, terminou a prova em 22° lugar. Eles caíram uma posição no geral, ocupando agora a 17ª colocação. “Estas duas últimas etapas foram até o momento as mais difíceis da competição. Em pouco mais da metade do trecho cronometrado começou a entrar sujeira e a embreagem ficou meio travada, tendo um desgaste maior. No final se tivesse mais cinco quilômetros de prova não conseguiríamos terminar. Mas estamos contentes por ter conseguido concluir”, declarou Jean Azevedo.

A quinta etapa da categoria carros foi vencida pela dupla Krzysztof Holowczyc, da Polônia, e Jean-Marc Fortin, da Bélgica. A liderança na classificação geral continua com os franceses Stéphane Peterhansel e Jean Paul Cottret.

Apesar do cancelamento da especial desta sexta, a programação para o restante do rali continua a mesma. Após a prova de sábado, o domingo será de descanso para os competidores. Esta foi a primeira vez que uma etapa do Dakar foi cancelada na América do Sul, onde a competição é realizada desde 2009.
 

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