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Fenabrave: venda de veículos cresce 8,24% no primeiro bimestre do ano

A estimativa da entidade é que neste ano emplacamentos aumentem 10%

Nesta quarta-feira, 3, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgou que os emplacamentos de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte) cresceram 8,24% nos dois primeiros meses deste ano.

Este incremente refere-se ao mesmo período do ano passado. Com este incremento, o volume saltou de 639.523 unidades para 692.228 unidades. Além disso, de acordo com a entidade, o setor apresentou bom desempenho também em fevereiro. No último mês, foram negociadas 349.433 unidades, contra 342.795 unidades em janeiro.

Segundo os números apresentados, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 8,39% no acumulado, aumentando de 381.137 unidades para 413.122 unidades. Já a evolução de fevereiro em relação a janeiro foi de 4,77%.

“A tendência do mercado é de crescimento, com exceção de motocicletas”, destacou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. O executivo demonstrou que, na comparação de fevereiro de 2010 com o mesmo mês do ano anterior, quando o mercado ainda sofria os reflexos da crise internacional, o segmento de automóveis e comerciais leves registrou alta de 10,45%.

“Mas se compararmos os dados de fevereiro de 2010 com o mesmo mês de 2008, quando estávamos no auge do crescimento, perceberemos que houve aumento de 10,60%, o que significa que o setor está evoluindo realmente”, ressaltou.

Para o mês de março, a entidade projeta um volume de vendas de automóveis superior ao resultado de fevereiro em função do fim da redução da alíquota do IPI. De acordo com Reze, a Fenabrave não acredita na possibilidade de manutenção do benefício da redução do imposto já que a necessidade do desconto se esgota devido ao crescimento natural da economia.

“Contudo, já que o Governo não faz a reforma tributária completa, entendo que poderia existir uma reforma setorial, onde o setor automotivo teria uma readequação dos percentuais de alíquota de impostos e outra forma de cobrança de tributos”, comentou.

Conforme os números apresentados pela entidade, os setores de caminhões e motocicletas foram os segmentos que enfrentaram mais dificuldades em fevereiro. No período, os emplacamentos de caminhões caíram 18,60% e os das motocicletas tiveram queda de 0,57%.

Para Reze, “houve uma retração na alocação de recursos do BNDES para financiamento de caminhões, mas, a questão será solucionada brevemente já que a instituição anunciou mais de R$ 40 bilhões para esse financiamento. No segmento de duas rodas o problema é a capacidade cadastral dos consumidores de motos de baixa cilindrada”, detalhou.

As projeções de emplacamentos para o ano de 2010 não foram revisadas pela entidade, que continua prevendo aumento geral de cerca de 10% para todo o setor.

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