Categoria: Veículos Criado em Terça, 25 Agosto 2009 13:14 Escrito por Redação Webtranspo: Marco Garcia - Foto: Divulgação - 25.8.2009 - 13h08
Autorização da FIFA cria discussão e empresas preferem aguardar decisão do judiciário

O anúncio de que a Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil gerou uma satisfação em vários setores da indústria nacional, que em sua maioria vislumbrou no evento esportivo uma possibilidade real de impulsionar seus negócios.
Um desses segmentos é o que produz e importa bafômetros, equipamento utilizado para fiscalizar o teor alcoólico no sangue dos motoristas brasileiros após a entrada em vigor da Lei Seca no País. Em junho, a norma completou um ano.
Entretanto, uma decisão da FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associados) pode tirar dessas empresas a chance de incrementar suas vendas durante os jogos. A entidade esportiva prevê a liberação de bebidas alcoólicas aos torcedores que acompanharem as partidas nos estádios.
O livre consumo dentro dos estádios entrou na pauta de alguns representantes do Judiciário do País, Polícia Militar e departamentos de trânsito, que pretendem exigir a aplicação da Lei Seca nos estádios – como já acontece em outras competições – com o propósito de garantir a segurança dos torcedores.
Mesmo não acreditando na liberação da bebida nos estádios, Sebas van den Ende, Diretor da Real-Alliance, empresa que organizará a ExpoEstádio, evento que reunirá companhias de infraestrutura e segurança envolvidas com a competição mundial, afirma não entender o poder da FIFA de interferir nas decisões dos países que organizam as copas.
Recuo
“As fabricantes de bafômetros, desde o início, viram na Copa do Mundo um cenário ideal para elevar os níveis de suas operações, porém quando comuniquei que a liberação estava em discussão, algumas recuaram. Para não correr riscos, preferem esperar uma definição”, disse ao mencionar o interesse das fabricantes e distribuidores em participar do evento.
Para Ende, além de ferir a autoridade do País, a liberação nos estádios geraria prejuízos para as empresas, que não poderão aumentar a produção e prospectar novos clientes.
“A liberação é injusta e perigosa, pois além de tirar a chance de aumentar os negócios e impulsionar a economia, pode aumentar significativamente o número de motoristas embriagados nos arredores dos estádios”, salienta o diretor.