Categoria: Rodoviário Criado em Sexta, 13 Março 2009 10:27 Escrito por Redação Webtranspo: Eliane Leite / Foto: Divulgação 13.3.2009 10h27
Prática cresceu 2,46% no último ano, segundo SETCESP

Um estudo realizado pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de São Paulo e Região) apontou que o índice de roubos no transporte de cargas cresceu 2,46% em 2008.
De janeiro a dezembro, foram 6.344 ocorrências contra 6.192 no ano anterior – a capital do estado ficou com a maior porcentagem do índice – 58,34%, seguida da região da Grande São Paulo com 19,34% e do interior com 5,8%; as rodovias têm 16,52% dos registros (1.048 boletins), sendo as mais arriscadas a BR 116 – Dutra (164 ocorrências) e a SP 330 - Anhanguera (144 ocorrências).
Na lista de tipos de cargas mais visadas em 2008 estão: os eletroeletrônicos, com 22,31% do volume roubado, avaliados em R$ 51,953 milhões; os metalúrgicos, com 15,37%, valorizados em R$ 35,791 milhões; a carga fracionada de R$ 29,087 milhões e 12,49% do índice; o farmacêutico com 10,55% e valor de R$ 24,575 milhões e o alimentício, com 8,94% e representatividade de R$ 20,825 milhões; o restante corresponde a carregamento de autopeças, fumo, têxteis, químicos e combustíveis, entre outros.
Ao todo, o prejuízo com o roubo de cargas no último ano foi da ordem de R$ 232.924 milhões. Em um cenário no qual transportadores e operadores tendem a lidar com mais freqüência com o fato, o rastreamento e o gerenciamento de risco se destacam como a solução para evitar e remediar parte do problema.
Para Luiz Cláudio Ferreira de Souza Júnior, Gerente de Marketing da OnixSat, empresa que oferece soluções em rastreamento de veículos, os resultados de uma análise feita por uma empresa de auditoria independente reforçam a segurança proporcionada pelo aparelho.
Segundo ele, o estudo apontou que “0,20% dos veículos roubados, rastreados com rastreadores da empresa, não são recuperados”. A OnixSat tem, atualmente, 40 mil equipamentos instalados.
Porém, para ele é importante uma constância na renovação de tecnologias para burlar a “inteligência” dos assaltantes, “aumentar a segurança do motorista, carga e casco, e otimizar a operação logística dos clientes”, pontuou.
A tecnologia de rastreamento consiste geralmente no acompanhamento da carga por meio da transmissão de dados via GPRS/GSM e satélite – radiofrequência. Já o gerenciamento de risco amplia o serviço, possibilitando uma análise detalhada por parte do transportador, na qual ele consegue, 24 horas por dia, ter informações sobre a carga e sobre a posição do transporte.
Além disso, gerencia outras características da operação como: comportamento do motorista na condução do veículo, dados sobre velocidade e rota, tempo gasto em um percurso e outras.