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Scania quer novo nicho no mercado

Hoje, marca possui 28,2% de market share

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“Ou vendemos mais caminhões para os mesmos clientes ou buscamos novos”. Foi com essa frase que Roberto Leoncini, diretor geral de Vendas e Serviços da Scania, justificou um projeto para ampliar sua presença no mercado nacional – ainda sem data para acontecer – da montadora sueca.

Segundo o executivo, está sendo analisada a entrada da marca em um nicho até então inexplorado pela fabricante: o de caminhões para aplicação no setor de distribuição urbana. “Estamos estudando este mercado e avaliando quais as necessidades dos clientes para prepararmos um caminhão para entrar neste segmento”, afirma.

E prossegue: “sabemos que de início não venderemos muito. Mas queremos e vamos disputar esta área. Estamos trabalhando para oferecer melhores condições de preço para o nosso cliente, aliás, muitos deles já utilizam nossos modelos para grandes rotas, portanto, são potenciais parceiros neste mercado”.

Questionado sobre quando a marca entraria neste nicho, Leoncini divaga. “Não podemos desenvolver um produto em seis meses ou um ano. É algo a longo prazo. Não é possível estimar. Estamos fazendo nossa lição de casa”.

Além disso, de acordo com o executivo, a empresa não descarta a possibilidade do novo caminhão ser movido a etanol. “Já temos a tecnologia, tanto que está sendo utilizada em dois modelos de ônibus em circulação na cidade de São Paulo. Um motor que usa este tipo de combustível é mais limpo e não perde eficiência”, garante.

Resultados

Além dos projetos para o futuro, o executivo comemorou os resultados obtidos neste ano pela marca no mercado brasileiro. Segundo ele, até agora mais de 13 mil caminhões foram comercializados, o que incrementa o volume de vendas em mais de 106% em relação a igual período de 2009.

“Em todo o ano passado comercializamos oito mil unidades”, aponta. Para se ter uma ideia do crescimento, o mercado brasileiro total de caminhões pesados registrou aumento de 80,3% nas vendas no mesmo período.

De acordo com Leoncini, este desempenho possibilitou à Scania um market share de 28,2%, percentual que não era registrado por outra marca desde 2001.

No segmento de ônibus, a montadora vendeu nos dez primeiros meses deste ano 757 unidades, resultado 36% superior a igual período de 2009. No segmento de ônibus rodoviário, a empresa detém 29% do mercado.

Sobre o futuro, o diretor geral da montadora sueca afirma que o mercado deve continuar aquecido. “Há uma série de fatores a nosso favor. A economia está crescendo, a demanda por produtos também e consequentemente a procura por frete. Em 2011, isso deve se manter. Pode ser que o crescimento das vendas não seja tão expressivo como está sendo agora mas continuará bom”, diz sem apresentar números.

Scania e MAN juntas?

Antes mesmo de ser questionado sobre a possível associação da Scania com a MAN, conforme noticiado em diversos veículos de imprensa, Leoncini destacou que a unidade brasileira não tem comentado sobre o assunto.

Em um comunicado no site da marca, a empresa aponta que as montadoras “têm estudado diferentes projetos na área industrial, principalmente, relacionados a veículos comerciais. Isso pode trazer possíveis benefícios para as duas empresas na área de pesquisa, desenvolvimento, produção e fornecimento”.

Entretanto, segundo a companhia, “ainda não há nenhuma decisão tomada, já que existem diversos assuntos de natureza legal e comercial que precisam ser tratados. Uma decisão somente poderá ser tomada quando estes assuntos tiverem sido resolvidos”, diz o comunicado.

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