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Setor pretende crescer no segundo semestre

Para 73,4% das empresas faltaram subsídios em algum momento para atender os clientes

Uma pesquisa realizada recentemente pela NTC&Logística, com aproximadamente 400 empresários do setor rodoviário de transporte de cargas, revela que a grande maioria das empresas prevê expansão de 10,2% no segundo semestre deste ano, se comparado com o mesmo período de 2009.

Segundo os dados publicados na CNT (Confederação Nacional do Transporte), para 71,8% dos empresários entrevistados, o desempenho foi melhor no primeiro semestre deste ano em comparação com o período de janeiro a junho de 2009.

Para Flávio Benatti, presidente da entidade, o grande salto é uma tendência natural do setor quando a economia do País segue em ascensão. “As coisas estão acontecendo, a agricultura e o comércio estão bem. O Brasil está em um franco desenvolvimento e o transporte sempre acaba crescendo um pouco mais que o PIB”, destaca.

Entretanto, há barreiras para o crescimento do setor. Ao contrário do que se pensa, apenas 10,2% dos empresários apontaram problemas de infraestrutura (rodoviária, portuária e aeroportuária) como limitadores do crescimento.

Para 73,4% das empresas faltaram subsídios em algum momento para atender os clientes. Aproximadamente 29% disseram que o principal problema é a falta de mão de obra. Mais de 54% das empresas deixaram de atender seus clientes por falta de veículo ou motoristas.

Além disso, 61,4% afirmaram ter dificuldade na aquisição de insumos como veículos, implementos, peças e pneus, já que as indústrias não estão conseguindo produzir a quantidade necessária para atender a demanda crescente dos últimos meses.

Neste cenário, Flávio Benatti destaca que é preciso realizar um grande planejamento conjunto pela indústria, governo e empresas do setor de transporte para evitar os gargalos logísticos, principalmente devido ao grande crescimento esperado nos próximos anos, até 2016, motivado pela organização da Copa do Mundo das Olimpíadas.

“Precisamos estar muito atentos com a questão da mão de obra e o parque industrial para não limitar o desenvolvimento do País”, defendeu.

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