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> Marcopolo espera voltar a crescer

Depois da queda de 10,6% nas vendas físicas e de 18,7% na receita líquida do ano passado, a Marcopolo iniciou 2010 diante de um cenário mais favorável. A empresa já tem pedidos em carteira até maio, no mercado interno. Para o exterior, prevê crescimento nos níveis de produção nas operações da Índia, África do Sul e Egito, informou ontem o diretor de relações com investidores, Carlos Zignani.

Segundo o executivo, após nove meses "ruins", a situação começou a melhorar no quarto trimestre de 2009, quando a queda nas vendas diminuiu para 2,3% ante igual período do ano anterior, para 5,2 mil unidades. No Brasil houve crescimento de 2,2%, para 4 mil ônibus, enquanto as exportações e as vendas das controladas no externas caíram 15%, para 1,2 mil veículos.

Mesmo com a retração da receita líquida de R$ 810,5 milhões para R$ 617,5 milhões no quarto trimestre, além da redução da margem bruta de 24,2% para 21,3% no período, a empresa fechou os três meses com lucro líquido de R$ 63,2 milhões.

O lucro foi beneficiado pela conta financeira, que passou de uma despesa de R$ 60,2 milhões para uma receita de R$ 21,2 milhões, devido às proteções cambiais feitas nos contratos de exportação e ao ganho de ação fiscal para recuperação de imposto de renda e contribuição social.

No acumulado de 2009 o lucro líquido da Marcopolo cresceu 1,6%, para R$ 136,5 milhões. Mais uma vez, o desempenho foi favorecido pelas receitas financeiras líquidas de R$ 46,4 milhões no período, ante despesas de R$ 38,9 milhões em 2008. A receita líquida encolheu 18,7%, para R$ 2 bilhões, enquanto as vendas físicas caíam 10,5%, para 19,2 mil unidades.

As vendas das fábricas brasileiras da companhia no mercado interno e as exportações de ônibus completos (excluindo os veículos desmontados para montagem no exterior) caíram 15,6%, para 13,5 mil unidades no ano. Já os negócios das controladas no exterior cresceram 4,6% para 5,7 mil unidades, puxadas pela joint venture com a Tata Motors na Índia e do início das operações da fábrica no Egito, em parceria com a GB Auto.

Segundo Zignani, o nível de atividade neste início de 2010 permite à empresa manter as projeções de crescimento para o ano. A receita líquida é estimada em R$ 2,55 bilhões, com produção de 24,7 mil ônibus, ante os 19,4 mil fabricados no ano passado - alta de 27%. A expansão virá da operação na Índia, que deve dobrar a produção para 12 mil veículos, sendo 50% deles consolidados pela Marcopolo. No Brasil, a empresa prevê fabricar 14,9 mil ônibus. No Egito, a produção é projetada em 600 unidades, ante 207 no ano passado, enquanto na África do Sul a estimativa é de crescimento de 308 para 600 veículos, por conta das encomendas para a Copa do Mundo.

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