Categoria: Logística Criado em Terça, 22 Setembro 2009 10:24 Escrito por Redação Webtranspo: Eliane Leite / Foto: Divulgação 22.9.2009 10h23
A empresa quer eliminar os gargalos que enfrenta em processos logísticos no Porto de Santos

Em busca de uma logística mais eficaz para a Delta Trading, empresa do Grupo Delta constituída para atuar no mercado de etanol, e outras companhias de exportação deste produto, o Grupo Delta criou a Delta Armazéns Gerais.
A nova empresa, que teve investimentos de R$ 15 milhões, começará a operar na segunda quinzena de outubro com o funcionamento de um conjunto de tanques, instalado em uma área de 50 mil metros quadrados em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, adquirido especificamente para a armazenagem de etanol.
Os tanques têm capacidade total de 41 milhões de litros do combustível. A empresa, que movimentará quatro mil metros cúbicos de etanol por dia – ou quatro milhões de litros – incrementará em R$ 3 milhões o faturamento anual da empresa.
“Isto nos confere muita agilidade. Em dez dias, por exemplo, será possível encher ou esvaziar completamente os tanques”, observa Eolo Mauro, Trader de etanol da Delta Trading e responsável pelo novo negócio.
O executivo explica que o Porto de Santos é muito limitado para o armazenamento de etanol. “Às vezes, ocorre atraso e o produto fica esperando no tanque, o que acarreta perda de eficiência. Com essa tancagem, teremos um ‘pulmão’ com custo muito mais barato e ganharemos em flexibilidade”, ressalta.
Um outro benefício dos tanques, na opinião de Mauro, é a localização. “Estar na rota do Porto de Santos (próxima à rodovia Anhanguera) é uma das vantagens competitivas do empreendimento do Delta Energia”, comenta. 
De acordo com ele, o processo para o início do funcionamento dos tanques já está a mais de meio caminho andado. O Grupo já obteve as licenças ambientais do Daia (Departamento de Avaliação de Impactos Ambientais), ligado à Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), e do Corpo de Bombeiros.
Atualmente, o Delta trabalha na reforma dos tanques, que “demandou um projeto novo, toda a reforma do sistema de incêndio, a reformulação dos diques e a reforma na infraestrutura dos tanques para a questão de vazão”, detalhou Mauro.
Futuro
O Grupo já tem planos para ampliar a Delta Armazéns Gerais. Segundo o executivo serão acrescentados 20 mil metros na área onde estão localizados os tanques. Porém, não há data certa para a reestruturação. “Provavelmente no próximo ano fecharemos este projeto”.
Mauro aposta no mercado do etanol para crescer. Conforme relatou, a Delta Trading, que ainda completará um ano de atuação, fechará este ano com um faturamento de R$ 25 milhões. Em 2010, pretendemos alcançar R$ 50 milhões. A operação de etanol já incrementou em 10% o faturamento do Grupo, que em 2008 foi de R$ 220 milhões”, contou.
“Internamente, o mercado é muito bom. A exportação está fraca; porém, achamos que melhorará bastante em três ou quatro anos. O mercado interno de etanol cresceu muito, principalmente de 2003 para cá, devido ao carro flex”, considerou.
Ele observa que vários projetos no setor que foram feitos em 2006 e 2007 começarão a entrar em fase natural de produção. Com isso, “a previsão é que, em 2019, as exportações sejam cinco vezes maiores que hoje”.
Alguns desses projetos mencionados por Mauro são as construções de alcoodutos que devem promover um avanço na logística do etanol dentro do País. Para o Grupo, porém, o volume do produto será tão grande que não será necessário se preocupar com a concorrência.
“O álcool que vai chegar é de um volume muito grande. É um álcool novo que sairá de Goiás e de Mato Grosso e não há caminhão que carregue todo esse álcool para ser distribuído. Portanto, acredito que isso (os alcoodutos) estabilizará e complementará o mercado, tanto para o pessoal de frete rodoviário quanto para o produtor, que poderá fazer um transporte mais barato”, disse.