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Calamidade: Roraima interdita BR-174

Carga vai seguir de balsa destino a Manaus

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José de Anchieta, governador de Roraima, decretou estado de calamidade pública neste domingo, 5. As fortes chuvas que atingiram o Estado no mês de maio fizeram com que o rio Branco ficasse 9.60 metros acima do nível normal; a última cheia desse tipo ocorreu em 1976.

Apenas na capital, Boa Vista, a Defesa Civil já contabilizou 113 pessoas desabrigadas e 238 desalojadas. A alta do rio também interditou totalmente a BR-174, que corre riscos de desabamento. Atualmente, a estrada é a principal rota de escoamento de carga para o Amazonas ao sul e à Venezuela ao norte.

O principal ponto crítico da BR-174, de acordo com Rui Figueiredo, secretário de Comunicação de Roraima, é no município de Caracaraí, onde um trecho de, aproximadamente, dois quilômetros está completamente inundado.

Chico Rodrigues, vice-governador, afirmou que a interdição total da rodovia foi necessária devido à visível erosão, ao deslocamento das placas de asfalto, e possibilidade de desabamento da rodovia que está no meio de forte correnteza do rio nessa área. “Sobrevoamos toda a bacia do rio Branco na localidade de Caracaraí e há perigo iminente do rompimento da rodovia 174”, disse.

Equipes da Seinf (Secretaria de Infraestruta) e do Dnit (Departamento Nacional de Infraesturutra de Transportes) apontaram também perigo na ponte de acesso à Boa Vista e à Venezuela. Segundo o Governo do Estado esta é a única ligação para o escoamento de mercadorias do Amazonas e de outras partes do Brasil.

Figueiredo afirmou que, com isso, as cargas terão que seguir até Manaus de por meio de balsa e, posteriormente, por outras vias até o destino final. No momento, segundo o secretário, ainda não há problemas com abastecimento em Roraima. “Há apenas um racionamento de energia por conta do atolamento de quatro caminhões na estrada, que transportam diesel para as companhias de energia no Estado”, declarou.

Conforme ressaltou Figueiredo, Rodrigues já contatou as empresas que fazem o transporte de carga por essa rodovia para buscar soluções em conjunto para o escoamento de carga. Nesta segunda-feira, 6, Anchieta está em Brasília para pedir o apoio do Governo Federal ao Estado.

Para o secretário, a situação pode piorar neste mês. A previsão de chuvas para maio era de 300 milímetros e choveram 600 milímetros; neste mês, a previsão é de 600 milímetros de chuva para o Estado “e não há mais para onde escoar água, o lençol freático está acima do limite”, alertou.
 

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