Montadora tem investido no desenvolvimento de veículos flex
Objetivo é ter um posto de abastecimento que venda o E85 a menos de quatro quilômetros dos consumidores
Durante a “Conferência Nacional de Etanol”, realizado no último mês, em Orlando, Flórida, Tom Stevens, vice-presidente da General Motors, afirmou que “os Estados Unidos precisam ampliar sua rede de postos de abastecimento de etanol se desejam reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e firmar uma posição de independência em relação ao petróleo importado”.
Segundo o executivo, a fabricante está investindo aproximadamente US$ 100 milhões por ano (ao equivalente a R$ 180 milhões) para implementar a tecnologia flex em seus veículos. “Não podemos permitir que este capital não dê resultado”, argumentou Stevens.
De acordo com o vice-presidente, até 2012 metade da linha de automóveis da montadora nos Estados Unidos poderá rodar com a mistura E85, comercializada nos EUA que contém 85% de etanol e 15% de gasolina.
Atualmente existem mais de 200 mil postos de abastecimento no país. Destes, apenas aproximadamente 2.200 oferecem o E85, a maioria deles concentrada nos estados da região do meio-oeste americano, onde fica a maior parte da produção de milho, matéria-prima do etanol no país. Estes estados representam somente 19% da frota total americana de veículos flex, que é de aproximadamente 7,5 milhões de carros.
“Queremos que o etanol esteja disponível para todos. Nosso objetivo é ter um posto de abastecimento que venda o E85 a menos de quatro quilômetros de nossos consumidores,” disse Stevens.
Segundo ele, a GM tem trabalhado junto com a National Governors’ Association, organização voltada às políticas públicas que reúne governadores americanos, com produtores e distribuidores de etanol para instalar mais bombas do biocombustível no país.