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Companhia investirá pesado em novas tecnologias para expandir atuação. Empresa pretende aumentar faturamento em 10% 

Empresa destinará recursos para ampliar capacidade produtiva

Na quinta-feira, 2, data reservada para as comemorações do aniversário de 80 anos da Pirelli no Brasil, a companhia anunciou que o País é um dos principais mercados de atuação, e por isso, investirá, deste ano até 2011, aproximadamente US$ 200 milhões.

Estes recursos, de acordo com a empresa, que se somam aos US$ 100 milhões investidos no ano passado, possibilitarão um aumento em 20% da produção das cinco fábricas da empresa no País localizadas em Santo André (SP), Campinas (SP), Sumaré (SP), Gravataí (RS) e Feira de Santana (BA).

Além disso, segundo a Pirelli, um terço deste orçamento será direcionado à pesquisa e desenvolvimento. “Hoje, nosso centro de pesquisas está totalmente voltado à criação e à produção de pneus para as principais montadoras do mundo”, explica Guillermo Kelly, CEO da empresa na América Latina.

E prossegue: “50% dos veículos de passeio que são produzidos no País saem de fábrica com pneu Pirelli, no setor de caminhões e ônibus, este índice é de 40%. Já no mercado de motocicletas, embora pareça irreal, 95% dos produtos brasileiros saem das fábricas com nossos pneus”.

Conforme informações da companhia, estes investimentos vão ao encontro do objetivo da empresa de alcançar um crescimento anual de aproximadamente 10% em seu faturamento, entre este ano e 2011.

Dados da Pirelli indicam que entre 2002 e 2008, suas receitas no Brasil cresceram 20,8%. No primeiro ano do comparativo, a marca faturou US$ 596 milhões, já no ano passado, o resultado foi de US$ 1,8 milhões. Na América Latina o desempenho é similar. O crescimento no mesmo períodNo início de suas atividades no Brasil, companhia produzia caboso foi de 21,3%, com US$ 663 milhões e US$ 2,1 milhões em faturamento, respectivamente.

Para Kelly, a prova que o Brasil é de extrema importância para os negócios da empresa são os números registrados nos anos anteriores. De acordo com o executivo, no ano passado, a América do Sul representou 33% do faturamento total da companhia, o que equivale a mais de US$ 6 bilhões.

“Temos sete fábricas na região, cinco delas no Brasil. Além disso, nosso centro de pesquisa também está localizado no País. Investir aqui é de muita importância para impulsionar os projetos da Pirelli”, destaca Kelly.

Segundo ele, as plantas brasileiras representam 90% da produção da Pirelli na América do Sul, sendo que deste total, mais de 35% dos produtos são destinados à exportação. Os principais mercados são: Estados Unidos, Canadá e México.

Futuro

No Brasil, mesmo com a crise econômica mundial – que nos últimos meses afetou o mercado, principalmente o automotivo, um dos principais players de atuação da marca – a empresa aposta em bons resultados.

“Quando chegamos ao Brasil, em 1929, o mundo passava, talvez, pela principal depressão que já viveu. E hoje, comemoramos 80 anos. Agora, não será diferente”, argumenta Kelly.

De acordo com Marco Tronchetti, Presidente do Grupo Pirelli, os dados do MDCI (Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria) mostram que a economia do setor já tem se estabilizado.

Francesco Gori, CEO mundial da Pirelli Pneus, afirmou que no País um dos setores mais promissores é agropecuário. “A saída de um concorrente deste mercado possibilitará o crescimento da companhia neste setor, que no Brasil, mais do que em muitos outros, tem uma grande força”, pondera sem citar marcas.

No mundo, a companhia divulgou suas pretensões de expandir sua atuação para a Líbia ou para a Arábia Saudita. “Vamos avaliar os projetos verificando qual país nos oferecerá as melhores opções para a implantação de uma fábrica. Creio que em outubro, já tenhamos essa escolha”, finaliza Tronchetti.


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