Uso de cinto em ônibus tem pouca fiscalização

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Os oito passageiros que morreram no acidente na Rodovia Fernão Dias estavam sem cinto de segurança. Embora o uso seja obrigatório nos ônibus, a fiscalização da regra nesses veículos é difícil, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

O uso do cinto de segurança, segundo o diretor do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina no Trânsito (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves Júnior, reduz em até 45% o risco de morte do motorista e em 25% dos passageiros. Segundo Alves, o cinto evita 100% das lesões no quadril, 60% na coluna e 56% na face.

"As pessoas que não estiverem presas ao veículo serão arremessadas para todos os lados, se tornando vítimas de lesões sérias e provocando ferimentos em outras. O cinto de segurança salva vidas", diz o chefe da Comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Edson Varanda.

No ano passado, o Estado teve 639 acidentes com vítimas envolvendo ônibus, 164 a menos do que em 2008. No entanto, o número de mortes subiu de 147 para 151.

Todos os ônibus fabricados desde 1999 são obrigados a ter cinto para os passageiros. O uso só não é obrigatório em veículo em que é permitida viagem de pé. Caso haja descumprimento, o motorista é multado em R$ 127,69, independente do número de passageiros sem cinto.

No entanto, o chefe do Departamento de Comunicação da Polícia Militar Rodoviária, André Fernando Nogueira, diz que é difícil fiscalizar. "O policial precisa entrar no veículo para verificar se os passageiros estão usando o cinto."

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