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Produtores querem melhorias ao etanol

Eles esperam aumentar a oferta do produto

O governo brasileiro editou uma Medida Provisória para estimular a estocagem do etanol no País. O objetivo da MP, que destina até R$ 2,5 bilhões para o setor, é estabilizar a oferta do produto durante o período de entressafra e reduzir a volatilidade dos preços do combustível. Apesar disso, os produtores de etanol reivindicam outros incentivos, como ações para estimular a produção de cana.

“Precisamos produzir, aumentar a oferta. Se isso não acontecer, a MP não tem muito efeito”, afirma Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar). Para ele, a MP deve ser apenas o início do processo. “É o primeiro passo. Nós já estocamos etanol porque nossa atividade é sazonal, produzimos em seis meses de safra e comercializamos o produto em um ano. Será melhor trabalhar com condições mais favoráveis”, diz Rodrigues.

De acordo com ele, ainda não foram criadas políticas de incentivo, apesar de ser fundamental elevar a oferta do produto para aumentar os estoques. O que contribuiria para melhorar essas condições são os recursos, de aproximadamente R$ 500 milhões por ano, originados de três fontes: Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), taxa cobrada na comercialização de combustíveis; Poupança Rural; ou ainda por meio de outras fontes indicadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cuja função é definir os termos dessas operações.

A MP também autoriza o governo a conceder subsídios econômicos às instituições financeiras oficiais federais. O objetivo é incentivá-las a oferecer juros menores para as operações de financiamento e reduzir os custos das usinas de etanol, desde que a finalidade das operações seja a estocagem do álcool combustível.

“A regra só indica as fontes de financiamento. Não trata das condições dos juros, nem do valor do etanol que será financiado. Tudo vai depender de normas que serão decididas pelo Ministério da Fazenda e pelo CMN”, diz Rodrigues.


 

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