Você está aqui: Energia»Brasil produzirá etanol com palha

Veja mais notícias

Sexta, 3 Fevereiro 2012

News image

Acordo viabiliza investimento

Quarta, 1 Fevereiro 2012

News image

Petrobras trabalha para conter óleo

Dinamarca iniciou recentemente uso do produto

Carros na Dinamarca já utilizam etanol da palha


A Dinamarca deu um passo à redução de emissões poluentes na última semana, inserindo no abastecimento de sua frota o etanol extraído da palha de trigo. Inicialmente, o país adquiriu 28 mil litros do biocombustível.

No entanto, um acordo firmado entre a biorrefinaria piloto da dinamarquesa Inbicon e a empresa de petróleo norueguesa Statoil prevê a compra de cinco milhões de litros de bioetanol celulósico para a adição à gasolina nos próximos anos.

Thomas Nagy, vice-presidente global da Novozymes, que desenvolve inovações no setor, disse, na última semana, durante o “12º Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool”, em Sertãozinho (SP), que o Brasil tem grandes possibilidades de evoluir no desenvolvimento de etanol a partir da palha.

“Dentro de poucos anos as companhias brasileiras líderes de mercado poderão assegurar um fornecimento de biocombustível celulósico em escala industrial”, comentou.

Segundo ele, a companhia dinamarquesa tem planos para o início da construção de usinas de etanol celulósico a partir de 2012. Além disso, também tem expectativas quanto à construção de plantas-piloto e ao lançamento de enzimas específicas para essa indústria.

“Estamos bastante entusiasmados pelo fato de que os motoristas dinamarqueses já podem abastecer os seus carros com biocombustível derivado de um resíduo agrícola. Isto mostra que a tecnologia já está pronta e que dá resultados. Só precisamos colocar a produção comercial de grande escala para funcionar”, disse Poul Ruben Andersen, Diretor de Marketing de Biocombustível da Novozymes.

Para Niels Henriksen, diretor executivo da Inbicon, o desafio agora está em colocar os biocombustíveis no mercado a um custo competitivo.

“A principal meta é provar que o processo da Inbicon é viável sob condições industriais”, declara. Ele acredita que a parceria Inbicon/Novozymes é essencial para o desenvolvimento de novas enzimas que tragam o melhor custo-benefício para o etanol celulósico.

 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar