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Portos podem virar hotéis na Copa

Navio vai ser alternativa para hospedar turistas



Um volume de R$ 740 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será liberado pelo Governo Federal para realização de obras nos principais portos do País. Basicamente, os recursos visam ajustar a infraestrutura dos terminais de passageiros para atender a atual e futura demanda de turistas de cruzeiros que virão acompanhar os jogos olímpicos e a Copa do Mundo.


Serão construídos novos terminais nos portos de Manaus (AM), Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE), Salvador (BA), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP), cidades-sede do campeonato mundial.

“Os investimentos são bem-vindos. Hoje não estamos preparados, mas estamos no caminho certo”, afirmou Fernando Fialho, Diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Segundo ele, o valor inicial destinado pode aumentar.

“Foram destinados, inicialmente, R$ 740 milhões às obras nos sete portos selecionados, mas há a possibilidade de suplementação em função de eventuais alterações nos projetos de engenharia, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão”, observou.

A elevação no número de turistas não incentivará a construção de novos hotéis. A justificativa para essa medida é que a movimentação de pessoas em algumas dessas cidades cairá drasticamente após o período esportivo. Para atender o volume de pessoas, os navios vão oferecer leitos como alternativa de hospedagem.

“Com essa certa queda, não se justifica uma expansão demasiada da sua rede hoteleira. Daí que a oferta de leitos nos navios atracados nos portos pode ser uma excelente opção para atender à grande demanda. E Manaus, com certeza, é uma cidade que precisará deste tipo de complementação”, destacou.

Opções

Além dos investimentos em terminais de passageiros as portos das cidades receberão investimentos para construção de lojas, restaurantes e espaços para eventos e exposições, “que serão frequentados diariamente pelas pessoas, gerando uma renda permanente”, salientou.

A implantação de terminais de turismo no interior do País também é uma medida que a agência defende para conseguir atender a competição. “Nós falamos muito do turismo náutico, mas falamos pouco do turismo fluvial. Temos que repensar isso. No Brasil, há muito potencial para o turismo fluvial”, destacou Fialho.

Por falar em turismo náutico, o Mtur lançou em abril um programa para qualificar a mão de obra de aproximadamente 3,5 mil pessoas – que moram nos Estados litorâneos do Amazonas até o Rio Grande do Sul –, com investimento de R$ 3,5 milhões provenientes do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Dividido em três etapas, de acordo com Colbert Martins, secretário de programas de desenvolvimento do turismo, o novo projeto iniciará qualificando profissionais para atuarem nas linhas de montagens das embarcações e construções de novas marinas para melhor receber os turistas.

“Atualmente, a costa brasileira tem poucos locais para que as embarcações de turismo atraquem. E isso reflete no baixo número de cruzeiros internacionais navegando em águas brasileiras a cada ano”, salientou o executivo.
 

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