Categoria: Economia Criado em Quinta, 26 Maio 2011 12:08 Escrito por Redação Webtranspo - Foto: Divulgação
Ministro Jobim quer empresas exportando mais

Com o intuito de estimular os investimentos privados para o segmento de defesa, há três anos, o Governo Federal instituiu o “Plano Nacional de Estratégia de Defesa”, que prioriza a indústria do País a fim de diminiur o volume de produtos até então importados de mercados estrangeiros.
Impulsionados por essa iniciativa, a indústria nacional, principalmente a ligada ao segmento de transportes, passou a direcionar parte de seus investimentos nesse setor. Entre as principais estão a Embraer, Iveco e Agrale, com investimentos que ultrapassam a quantia de R$ 139,4 milhões em produtos e tecnologia de rastreamento.
Em outra frente, o Grupo Odebrecht assumiu em abril – com um valor de R$ 100 milhões – o controle acionário da Mectron, fabricante de mísseis e produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial.
Nesta terça-feira, 24, em evento realizado em São Paulo, Nelson Jobim, ministro da defesa, ratificou a importância da participação da iniciativa privada na revitalização e desenvolvimento da indústria nacional de defesa. Segundo ele, o governo brasileiro tem o dever de participar de parte dessas iniciativas, mas a parcela referente aos investimentos requer o envolvimento do setor privado.
A convocação do empresariado visa o mercado interno, mas principalmente o externo. Para ele, as empresas brasileiras necessitam criar estratégias mais agressivas para ampliar as exportações de produtos, a fim de ganharem visibilidade internacional.
Jobim lembrou que, das 100 empresas melhor ranqueadas na área de defesa no mundo, apenas uma é brasileira, a Embraer, que figura na 95ª posição. “Esse fato sugere que os atores nacionais devam ter estatura e musculatura compatíveis com o grau de agressividade requerido nessa faixa de mercado”, opinou.
Dados da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) reforçam as palavras do ministro. De acordo com a entidade, no Brasil, da 132 somente 35 exportam o equivalente a R$ 1 bilhão, quantia mínima em relação ao que movimenta esse mercado no mundo: R$ 1 trilhão.
O ministro chamou a atenção dos empresários para as oportunidades no campo internacional para as empresas brasileiras que atuam com defesa.
Para ele, existem espaço no atendimento a demandas da ONU (Organização das Nações Unidas), que vem adotando uma política de terceirização de suas necessidades.
Outra possibilidade de negócios para as empresas brasileiras está no âmbito da Unasul (União Sul-Americana de Nações). Segundo Jobim, nesse fórum os países buscam complementaridade e intercâmbio, prevalecendo, também no campo das relações comerciais setoriais.