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BR: indústria de pneus tem investimentos

Fabricante japonesa desenvolve planta no PR

O Brasil a cada ano vê sua indústria automobilística mais fortalecida e mais consolidada; com a crescente frota nacional a demanda por pneus, consequentemente, tende a aumentar. No ano passado, a ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos) registrou ascensão de 15% no setor em relação ao ano anterior, com um montante de 67,3 milhões de pneus produzidos. Foi analisando este cenário que os executivos da Sumitomo Rubber do Japão, sexta maior fabricante do produto do mundo, decidiram instalar a primeira planta no País.

A cidade escolhida pela companhia japonesa foi a Fazenda Rio Grande, no Paraná, Estado que já conta com uma fábrica da Tortuga. De acordo com Beto Richa, governador estadual, a empresa deve investir R$ 560 milhões na unidade, que terá produção de aproximadamente 15 mil pneus por dia e deve começar a funcionar em outubro de 2013.

Segundo Keniche Furuhama, diretor do Grupo para a América Latina, a corporação, que fabricará os pneus de automóveis da marca Dunlop e Falken na planta paranaense, possui planos de expansão para a unidade até 2020. A estratégia de crescimento da Sumitomo no Brasil integra possíveis investimentos de R$ 1 bilhão para abranger a produção de pneus para caminhões e gerar até três mil postos de trabalho, a previsão inicial é que sejam criados mil empregos com a fábrica.

A Sumitomo recebeu incentivo do programa Paraná Competitivo para instalar a planta em Fazenda do Rio Grande explicou Ricardo Barros, secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, “O entendimento do governo é de que o capital é amigo do nosso Estado. Por isso flexibilizamos o pagamento do ICMS, dando ao empresário a oportunidade de trabalhar com capital de giro, entre outras medidas”, relatou.

Além destes benefícios, a fabricante japonesa mirou a cadeia produtiva de São José dos Pinhais, na zona metropolitana de Curitiba, que conta com unidades da Volkswagen/Audi e Renault/Nissan. A empresa também decidiu implantar um centro produtivo no Brasil pelo aquecimento do mercado latino-americano e porque os custos de exportação para o País já não eram vantajosos.

Outra marca de pneus que anunciou recentemente investimentos no Brasil foi a Continental que injetará na sua fábrica, já existente, em Camaçari, na Bahia, aproximadamente R$ 215 milhões até 2015. Com este aporte, a empresa espera que sua produção dobre nos próximos anos. Em 2010, a planta baiana fabricou 4,5 milhões de pneus.

Colapso no setor

Em entrevista ao UOL notícias, Reinaldo Siqueira Campos, presidente da ABIDIPA (Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos), declarou que o País corre o risco de ter um colapso no setor, pois a indústria não tem conseguido acompanhar a demanda e também afirmou que os produtores nacionais têm até trazido pneus de fora do Brasil para suprir a procura. “Se não fosse os importados, o Brasil estaria em situação mais grave”, afirmou.

Para Campos o País também deve reconsiderar a política de taxação dos pneus importados, que no caso dos produtos chineses chegam até a 40% do valor da mercadoria. O executivo ainda criticou o tempo que leva para que os produtos possam entrar no Brasil. “Por conta da burocracia, pneus que poderiam entrar no mercado em 72 horas demoram até 12 dias para serem liberados”, afirmou.
 

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