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Importação: veto pode ser positivo ao BR

Montadoras podem alavancar vendas nacionais

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A relação comprometida entre o Brasil e a Argentina no que diz respeito à importação e exportação levou o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) a restringir a importação de veículos. O que muda a partir de agora é que as montadoras estarão sujeitas a uma liberação de licenças de importação não automática, que será concedida em até 60 dias pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

Nessa história, os países mais prejudicados, além da Argentina serão México e Coreia do Sul. De acordo com publicação da Folha Online nesta última noite, Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, teria afirmado que o objetivo da medida é “defender os exportadores”. “Não queremos que a Argentina adote práticas não condizentes com a relação que temos com eles, mas não podemos esquecer que o saldo é positivo para nós”, declarou ao site.

As montadoras que importam veículos desses países se esquivam de dar um parecer sobre a iniciativa, afirmam que a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) responderá pelo setor como um todo. À Agência Estado, a associação pronunciou que ainda é cedo para falar sobre os impactos da restrição.

No último encontro realizado com a imprensa, em 6 de maio, Cledorvino Belini, presidente da entidade, se mostrou preocupado com a alta das importações pelo mercado brasileiro. No primeiro quadrimestre do ano chegaram ao País 244.771 veículos importados - volume 28,5% maior que no mesmo período do ano passado.

Apenas em abril, 63.790 carros importados foram comercializados, uma alta de 29,2% em relação ao mesmo mês de 2010. Deste montante, 42.261 unidades são automóveis de passeio. O restante (21.529) é de comerciais leves.
O levantamento da Anfavea, de janeiro a abril, deu conta que de o montante de veículos importados representou, até então, 22,1% do mercado. Anteriormente, nos anos de 2010 e 2009, estes veículos obtinham 18,8% e 15,6% de market share, respectivamente.

A preocupação de Belini era em razão da baixa nas exportações de automóveis brasileiros. Conforme relatou na ocasião do encontro, nos primeiros meses do ano o déficit era de 77,7 mil veículos. “Enquanto enviamos 168,2 mil unidades, recebemos 245,9 mil veículos importados. No mesmo período do ano passado, o saldo negativo era de 37,1 mil carros”, declarou.

Com a restrição à importação dos veículos a preocupação agora deve ser outra. Será que o resultado da nova regra não será de mais retração da exportação aos autos brasileiros? Por outro lado, alguns especialistas do setor acreditam que esta é a hora para as montadoras alavancarem as suas vendas no País.

Leia também: Importação ainda preocupa Anfavea
 


 

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