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Manobrabilidade vai ser analisada pela Appa
Meta é ter dados para fundamentar novos projetos
Na última semana, foi apresentado aos usuários dos portos públicos do Paraná o escopo de um estudo de manobrabilidade, que deve servir para determinar limitações de tamanho dos navios que realizam movimentações de carga nos terminais paranaenses, conforme projetos de dragagem e necessidades do mercado externo.
Conforme anunciado, a proposta é possibilitar que os complexos portuários do estado estejam aptos a receber novos tipos de embarcação que passarão a operar na América do Sul com a realização de futuras obras de manutenção e aprofundamento do acesso marítimo.
Com isso, equipamentos de última geração devem simular manobras de atracação em tempo real, nas mais diferentes condições ambientais e com variados graus de dificuldade. A previsão é que o estudo comece de imediato e seja concluído em 60 dias, resultando em um relatório de viabilidade e eventuais restrições a ser apresentado em um workshop com duração de três a quatro dias, voltado para a comunidade portuária e marítima.
Os dados e simulações devem ser usados como referência para planejamentos futuros de desenvolvimento dos Portos Organizados do Paraná, a médio e longo prazo. “A intenção é discutir o porto que queremos, para que, assim, possamos determinar projetos arrojados que acompanhem as exigências do comércio internacional”, garante Juarez Moraes e Silva, diretor-superintendente do TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá).
O estudo, feito por uma empresa especializada, considera três cenários de atuação: o atual, no qual o Porto de Paranaguá está autorizado a receber navios com até 301 metros de comprimento e 40 metros de largura; o obtido em médio prazo, com a dragagem de manutenção do acesso marítimo, prevista pelo termo de compromisso assinado entre Appa, IAP e Ibama; e o de longo prazo, obtido com as obras de aprofundamento dos berços e do canal da Galheta.
Além de apresentar a análise com limites operacionais, os resultados obtidos pelo estudo podem servir para treinamento de equipes e pilotos, análise de acidentes e para a construção de novos terminais ou novos berços, adequados aos grandes navios, formando um banco de dados para projetos futuros, como a construção do Cais Oeste, em Paranaguá, por exemplo.