Categoria: Aéreo Criado em Quarta, 14 Dezembro 2011 10:58 Escrito por Redação Webtranspo / Foto: Divulgação
Empresa avalia crise atual pior que em 2008
Os efeitos da crise mundial, em 2012, podem ser maiores do que os sentidos em 2008, ao menos é isso que afirma Frederico Curado, presidente da Embraer. Apesar de prever um momento difícil para a economia; no próximo ano, o executivo acredita que a empresa terá aumento de receitas com a aviação comercial e de investimentos. A companhia planeja ainda a abertura de um escritório de engenharia em Belo Horizonte, bem como espera o resultado de uma concorrência nos Estados Unidos e definições sobre sua fábrica na China.
"No ano que vem a crise não será simples. Mas acredito que o Brasil poderá se sair melhor desta situação do que se saiu na ocasião anterior", disse Curado. O saldo da crise ocorrida no fim de 2008 foi a demissão de 4.300 funcionários. No próximo ano, no entanto, a empresa pretende contratar mais engenheiros. Neste ano, a companhia teve alguns pedidos de aeronaves cancelados, porém este número foi menor que em 2008 e 2009. "Foi pontual", declarou o executivo.
Ainda que a crise internacional se desenhe dura, a Embraer planeja continuar crescendo e deve manter o aporte financeiro em novos projetos. No próximo ano, de acordo com seu presidente, a companhia deve investir quantias maiores do que as US$ 450 milhões aplicadas em 2011. Sobre a unidade da empresa em Belho Horizonte, o executivo destacou que, "Minas Gerais tem uma faculdade de engenharia muito boa e pretendemos absorver esses profissionais. Iremos agregar 200 engenheiros em 2012".
Somado ao novo escritório, a empresa também definirá quais melhorias aplicará na nova geração da família de E-Jets (Embraer 170/175 e Embraer 190/195). "Vamos ver quais são as demandas dos clientes". A principal mudança deve ser mesmo nas turbinas dos aviões, seguindo o que aconteceu com a Boeing e a Airbus nos modelos, respectivamente, 737 e A320.
Outra definição importante a ser tomada pela empresa é o destino da planta de Harbin, na China, instalada por lá desde 2002, a unidade foi proibida de fabricar o jato EMB 145. Em abril, no entanto, a presidente da República, Dilma Rousseff, conseguiu a autorização para a produção do jato executivo Legacy 600.
A empresa ainda está na expectativa de fechar um acordo com o segmento de Defesa, para os Estados Unidos, com o fornecimento dos aviões Supertucano, o valor deste contrato está estimado em 1,5 bilhão. Contudo a empresa passa por uma investigação de descumprimento de leis de combate à corrupção no exterior, em caso de condenação, o negócio pode ser cancelado.