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BR: vulcão complica transporte aéreo

Empresas cancelam voos, cinzas seguem ao Sul

/viracopos

As cinzas do vulcão Puyehue-Cordón Caulle, que entrou em erupção na última semana, está deixando o sistema de transporte aéreo em caos no Chile, onde está alocada a montanha, na Argentina, no Uruguai, no Brasil e também na Austrália e Nova Zelândia, onde vários voos já foram cancelados.

No Brasil, a situação deve ficar ainda mais complicada, ao menos na região Sul, já que a nuvem de cinzas avança rumo à região, conforme afirmou o metereologista Luiz Fernando Nachtigall, da empresa de meteorologia MetSul, ao Uol Notícias. “A circulação de vento muito intensa está jogando esta nova nuvem de cinzas rapidamente em direção ao Centro e o Norte da Argentina”, comentou ele na entrevista.

De acordo com informações do Portal Ecosfera nesta manhã desta terça-feira, 14, as partículas da erupção do vulcão alcançam oito quilometros de altitude e se estende por dez mil quilometros.

A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) orienta aos brasileiros que entrem em contato com as companhias aéreas para averiguar a possibilidade dos voos antes de se dirigirem para os aeroportos. A medida vale para todos os viajantes com destino ao Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Nesta segunda-feira, 13, as companhias Pluna, TAM, GOL e Aerolíneas tinham cancelados os seus voos para as cidades interditadas. Frequências para a Austrália e Nova Zelândia também enfrentam problemas, com atrasos ou cancelamentos.A Infraero informou nesta segunda-feira que 33% dos voos internacionais já haviam sido cancelados até às 15h em Guarulhos (SP).

Passageiros ressarcidos

Em nota, a Anac afirmou que obrigatoriamente, pela Resolução nº 141, os passageiros serão ressarcidos dos prejuízos em decorrência dos cancelamentos ou atrasos dos voos. A norma, de acordo com a agência, é válida para todas as companhias, mesmo as internacionais.

Em primeira instância, as companhias devem dar o suporte material aos seus clientes: telefone ou Internet, a partir de uma hora de atraso ou cancelamento do voo. Posteriormente, se o problema se estender, devem fornecer alimentação adequada ao tempo de espera – depois de duas horas – e acomodação em local adequado (espaço interno do aeroporto ou ambiente externo com condições para aguardar pela reacomodação) ou hospedagem (quando necessária) e transporte do aeroporto ao local de acomodação.

No caso da reacomodação, ela deve ser imediata se cancelado ou preterido o voo. Além disso, a companhia deverá informar os direitos do passageiro e motivos do atraso, cancelamento ou preterição, inclusive por escrito (o que pode ser usado em pedidos de indenizações, se for o caso).

O reembolso deverá ser feito – no valor total do bilhete – se após quatro horas do cancelamento ou atraso o passageiro desistir da viagem.
Qualquer dúvida, a Anac disponibiliza os canais de informação com o passageiro por meio do telefone gratuito 0800 725 4445 – também em inglês e espanhol – ou pela Internet: www.anac.gov.br/faleanac.
 

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