Categoria: Aéreo Criado em Sexta, 29 Abril 2011 11:43 Escrito por Redação Webtranspo / Foto: CoelhoVoador.Net sob licença Creative Commons C.C By 2.0
Especialistas divergem sobre vantagem da medida

A presidente Dilma Roussef anunciou a abertura do capital da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) para a iniciativa privada. Inicialmente, por meio de um regime de concessão, os aeroportos de Viracopos, em Campinas, e Guarulhos – ambos no Estado de São Paulo -, e Brasília receberão investimentos privados. Porém, segundo informações da Revista IstoÉ, estudos estão sendo realizados para que os aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, e do Galeão, no Rio de Janeiro, também recebam os recursos.
Em pronunciamento durante o “VI Fórum Econômico Mundial da América Latina”, Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 28, elogiou a medida do Governo Federal. “Isso vai dar ao Brasil um novo padrão de mobilidade aérea que ele precisa. Nossos aeroportos não estão à altura da dimensão do Brasil. Fazer a concessão dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos, Confins, Galeão e Brasília, e temos aí mais de 60% do PIB brasileiro, é uma decisão muito bem-vinda”, declarou.
Henrique Meirelles, presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica) afirmou que “isso é fundamental. Não só a decisão de abrir concessões, mas também a decisão de mudar as regras, tornar mais eficiente, fazer com que o investimento de fato aconteça”, disse.
Para Carlos Álvares da Silva Campos Neto, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a medida deve ser vista com atenção. “Trazer o setor privado para investir demora, porque temos que passar por um processo de normatização, regulação, fazer a modelagem desses projetos, um processo licitatório, e essas coisas demandam tempo. Para 2014, nem o investimento privado teria tempo hábil de tocar essas obras importantes”, salientou em reportagem ao Exame.com.
Um estudo elaborado recentemente pelo Ipea aponta que 12 aeroportos precisam ser readequados para a realização da Copa de 2014. Para José Márcio Monsão Mollo, do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), não adianta correr atrás apenas da ampliação dos terminais de passageiros; os pátios de estacionamentos também precisam de atenção quanto às suas capacidades.
Durante a “Aiport Infra Expo”, realizada nesta quarta e quinta-feira, especialistas da área da aviação disseram que a participação da iniciativa privada inaugura uma nova fase de negócios no setor aeroportuário brasileiro.
Embraer tem interesse em concessão
Frederico Fleury Curado, apoiou a medida da presidente brasileira e já se revelou interessado em participar das concessões. Segundo ele, isso favorecerá a expansão do mercado de aviação civil. O executivo ressaltou que, em razão da empresa já estar ligada à aeronáutica nos EUA, o mercado doméstico é de extremo interesse, por isso estará atento às oportunidades de negócio.