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Azul aumenta preços de passagem entre R$ 20 e R$ 30

A Azul Linhas Aéreas deve reajustar suas tarifas nos próximos meses. A informação é do fundador da companhia, David Neeleman, que veio à Petrópolis, Região Serrana do Rio, fechar um contrato de manutenção de turbinas com a GE Celma. Segundo Neeleman, o preço das passagens deve subir entre R$ 20 e R$ 30.

O empresário, no entanto, fez questão de dizer que não aumentará os preços da Azul a ponto de a empresa deixar de ser caracterizada como de baixo custo. Seu interesse continua sendo o público que nunca viajou de avião. Ele conta que, em seis meses, a empresa já conquistou 5% do mercado brasileiro. Nos Estados Unidos, a JetBlue só conquistou essa fatia em 10 anos. Mas, Neeleman explica que isso não fez com que as concorrentes Gol e TAM perdessem clientela. "Como o mercado se expandiu, todos cresceram, apesar da crise". Na sua criação, a Azul encomendou 40 aeronaves à Embraer e foi feita a opção de compra para outras 36. Ao longo de 2009, a Azul vai receber um avião por mês, chegando a 14 aeronaves em dezembro.

Em Petrópolis, a Azul fechou contrato de US$ 1 bilhão com a GE Celma para manutenção de turbinas da aeronaves Embraer 190 e 195. O serviço começa a ser prestado daqui a dois anos e tem duração de dez. Para atender a demanda, a GE Celma montará uma nova linha na unidade de Petrópolis para os motores CF34-10 utilizados nos E-jets. Serão investidos R$ 10 milhões e haverá contratação de 200 funcionários.

Segundo o gerente geral de Vendas da GE Aviação para a América Latina e Caribe, Douglas Izarra, o contrato abrirá as portas para que novas empresas possam utilizar os serviços da Celma como a própria JetBlue, do mesmo dono da Azul, ou a Copa Airlines, que também utiliza aviões Embraer 190. A linha poderá ser adaptada para turbinas CF34-8, utilizados em outros jatos da Embraer e também da Bombardier. Izarra não informou com quais empresas negocia.

O vice-presidente da GE também contou que o mercado do Brasil é 45% da demanda dos negócios da GE Aviação e que os maiores clientes estão no Brasil. "Apesar da crise mundial, o crescimento continua. Isto é um fenômeno".

Esse crescimento exigirá melhorias nos aeroportos. Mas Neeleman voltou a dizer que é contra a privatização dos aeroportos no Brasil. O governo deveria dar mais autonomia à Infraero "que tem pessoal e capacitação para gerenciar e ampliar os aeroportos com competência". O empresário citou como exemplo os Estados Unidos. "Nenhum grande aeroporto americano é privatizado. Mas todos administram sua arrecadação e utilizam a verba arrecadada com as tarifas na expansão e manutenção da área". Para ele, a Infraero poderia contratar especialistas estrangeiros para fazer projetos, mas não para administrá-los.

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